ESTUDOS BIBLICOS







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quarta-feira, abril 23, 2014

Mateus 4:5-7

 Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais
alta do templo e lhe disse: “Se és o Filho de Deus, joga-te daqui
para baixo. Pois está escrito: “ ‘Ele dará ordens a seus anjos a
seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não
tropece em alguma pedra’”

Jesus lhe respondeu: “Também está escrito:
 ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”. 

   Citar Escritura é a coisa mais fácil no mundo. Até o Diabo sabe
fazer e faz bem feito. Ele é um exegeta habilidoso. Infelizmente,
ele também tem muitos alunos servindo sua causa de confundir os
fiéis. Se não formos honestos e não respeitarmos o contexto de uma
passagem, podemos distorcê-la ao ponto de levá-la a dizer
exatamente o contrário do que Deus intencionou. É por isso que a
leitura e o estudo constante da Bíblia são tão importantes. Quanto
melhor você conheça a Palavra de Deus, mais difícil será para o
inimigo lhe confundir. Quando alguém lhe mostrar algo na Bíblia que
parece estranho ou diferente, verifique primeiro se aquele ensino
está de acordo com outras passagens sobre o assunto. Uma boa
concordância ou Bíblia com referencias em cadeia ajuda nisso. O
melhor intérprete da Bíblia é a própria Bíblia. Deixe ela confirmar
e elucidar qualquer dúvida que você tenha. E ore sempre para que
Deus lhe dê sabedoria e discernimento para interpretar e aplicar
adequadamente a Palavra do Senhor. Ele atenderá seu pedido e lhe
mostrará a verdade.

ORAÇÃO:
   Santo e eterno Deus, aonde estaríamos sem as Escrituras para nos
guiar? No entanto, precisamos de sabedoria e discernimento para
interpretá-las e aplicá-las às nossas vidas. Ajude-nos pelo auxílio
do Espírito, pelas aulas e livros de irmãos mais maduros e
sobretudo pelo conhecimento pessoal da pessoa de Jesus. Quanto mais
o conhecemos, melhor compreendemos a vontade do Senhor. Em nome de
Jesus oramos. Amém.

segunda-feira, abril 21, 2014

Aparência e Conteúdo


 
“E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes.” (Marcos 11:20)

 Indo de Betânia a Jerusalém, Jesus sentiu fome. Ao passar por uma figueira coberta de folhas bem verdes (aparência), aproximou-se para colher alguns figos. Vendo, porém, a mais absoluta ausência de frutos (conteúdo), Jesus “amaldiçoou” a figueira, condenando-a à improdutividade permanente. “No dia seguinte, de manhã bem cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz” (Marcos 11:20).

A explicação dada por Jesus, claramente, nada tem a ver com o fato de uma figueira secar, por não possuir fruto, o que poderia ser encarado com naturalidade em uma época que não era de colheita... Mas, de repente, Ele começa a explicar sobre a fé capaz de modificar as coisas.

Mas qual seria a relação entre uma figueira amaldiçoada e a vida de fé, cheia de frutos, que o Senhor espera que tenhamos?

Tal como aquela figueira, muitos de nós conseguem impressionar e convencer à primeira vista. Nossas “folhas verdes” dão a aparência de viço, de vida, de robustez, o que não necessariamente implica em autenticidade e principalmente em produtividade.

Em tempos de números e estatísticas, ouvimos por todos os lados de índices que falam em crescimento da igreja. Alguns calculam que em duas décadas a maioria da população brasileira será evangélica. Mas seria isso suficiente para afirmarmos que a Obra de Deus está verdadeiramente arraigada e influenciando para o bem esta terra? Será que temos uma igreja comprometida com a humilde e serena verdade do evangelho? Será que essas multidões presentes em censos e pesquisas estão unidas pelo vínculo do amor e da fé? E será que como se foram um só coração dão testemunho real e com autoridade de Cristo através de suas próprias vidas? São perguntas vitais e que nos impelem a uma profunda reflexão.

Muitas vezes somos apenas corpos frequentadores de igreja, bocas que berram mecanicamente seus améns e aleluias, mãos ignorantes que carregam Bíblias que nunca são lidas, ternos e gravatas que escondem uma alma maculada por pecados clandestinos. Muitas vezes somos apenas folha verdade – aparência – porém sem um único fruto verdadeiro de sincero compromisso com Cristo e Sua Palavra.

Nossa vocação, como cristãos, não é simplesmente oferecer abrigo, embaixo da folhagem verde dos nossos ramos. Nossa vocação, de tempo integral, é providenciar alimento para um mundo raquítico e desnutrido de Deus. Acima de tudo e acima das estações do ano, o cristão continua sua missão de realizar a obra de Cristo, isto é, de doar “vida com abundância”. O eterno é eterno porque é atemporal. A qualidade de nossa missão é eterna. Por isso, nunca devemos estar presos às limitações das estações, das culturas, das tecnologias ou dos modismos teológicos.

É bem verdade que folhas verdes são belas e dão boa impressão. Mas, para Deus, isso não basta. Não devemos ser apenas figueiras com folhas. Temos que ir além da aparência, temos que ter compromisso e conteúdo – temos que ser figueiras com frutos!
Autor: Pr Reinaldo Ribeiro

terça-feira, abril 15, 2014

Como sei se meu arrependimento é genuíno?

 
Arrependimento abrange duas coisas: tristeza por causa do pecado e um desejo por completa mudança de vida. Isso está no nível do coração. E com esse desejo por completa mudança de vida haverá frutos em manter-se em arrependimento. Essa é a parte objetiva. Então aqui está o lado subjetivo, a tristeza e o desejo por mudança completa de vida: A tristeza do verdadeiro arrependimento não é tristeza por não ter alcançado certo padrão, não é tristeza por eu não ser melhor do que sou; no sentido de eu querer ser melhor, então me sinto terrível. Não é tristeza por eu ter violado mandamentos, não é tristeza por que eu deveria ser uma pessoa melhor, nada disso. É uma tristeza sobre como o que eu fiz custou a Deus seu Filho. É tristeza sobre como eu pequei contra Deus, um Deus que me ama e se importa tanto comigo que enviou seu único Filho para me resgatar.
 
Paulo fala sobre a tristeza piedosa e tristeza do mundo em 2 Coríntios 7. E ele diz: A tristeza piedosa produz arrependimento sem pesar. No verdadeiro arrependimento há um sentimento limpo a partir do qual eu corro de volta para Jesus e não para longe de Jesus. E o arrependimento do mundo produz a morte. O melhor exemplo disso que posso pensar na Bíblia: Pedro e Judas. Pedro trai Jesus; Judas trai Jesus. Pedro se sente terrível por trair Jesus; Judas se sente terrível por trair Jesus. Pedro, quando vê Jesus novamente, pula do barco e nada para a praia. Judas se enforca. Então o que acontece? Na psicologia desses dois caras diferentes, Pedro estava tão triste por ter pecado contra tal amor, mas ele sabia que Jesus o amava. E ele nadou para a praia! Não demorou para os outros caras chegarem à praia de barco. Mas ele correu, essencialmente, correu o mais rápido que pôde para Jesus. E Judas foi na direção oposta.
 
Então você tem que se perguntar: Essa tristeza é por ter custado a Deus? É por ter causado tristeza a Deus? É estar triste por Deus ter se entristecido? Ou é simplesmente uma espécie de tristeza moral, desejando que você fosse melhor? Então, quando vejo o que Deus fez por mim e corro para os braços de Jesus, eu não quero mais fazer aquilo. Mas não porque eu deveria ser melhor do que isso, eu deveria estar mais longe agora, já sou um cristão por muitos anos. Em vez disso, deveria ser porque ele me ama e me aceita tanto, eu não quero mais fazer isso. Por que eu pecaria contra tal amor?
 
É isso que acontece internamente, e isso começa a produzir frutos em sua vida. Mudança de verdade nessas áreas da vida que precisam de mudança. Mas não pense que porque você retorna a um pecado similar, que você necessariamente nunca se arrependeu. Porque você pode ter a tristeza apropriada, o desejo apropriado, pode voltar ao cavalo, começar a avançar, e então cair no chão. E isso não significa que você não se arrependeu genuinamente. Algumas pessoas pensam que arrependimento genuíno significa: eu nunca, nunca, nunca, nunca, nunca mais faço tal coisa. Você pode ter arrependimento genuíno e fazer aquela coisa novamente.

Texto de: R W Glenn
Fonte: Voltemos ao evangelho