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sexta-feira, março 09, 2012

ENCARANDO A SOMBRA


Há uma parte em nós que ocultamos a todo instante. Não queremos que ela apareça, nem que nos convença de sua existência. Vivemos nossas vidas como se ela não existisse, como se possível fosse ignorar sua influência em nós. Apesar de tantas resistências e tantas negações, em algum momento ela ressurge! Eis a nossa SOMBRA!
Foto: google
A Sombra é aquela área em nós conflituosa, verdadeira, que carrega em si nossos piores defeitos, o que em nosso caráter queremos negar ou esconder. É ela quem nos revela a verdade de quem somos de fato, e não aquilo que os outros pensam que nós sejamos. Por esta razão a gente se esforça para sustentar a máscara de nossas mais superficiais vivências e tenta a todo instante combater a Sombra. Negamo-la para não sofrermos com nossas realidades mais profundas. Pois é ela quem nos convence a todo instante de que precisamos entrar em contato com nossa escuridão. Carl Jung, psicanalista e profundo conhecedor da psiquê humana, foi quem denominou de SOMBRA este nosso lado escuro, que nós encobrimos da sociedade e de nós mesmos usando os nossos mecanismos de defesa! É de Jung a frase “O Homem não se torna iluminado por entrar em contato com um monte de pontinhos de luz, mas a iluminação interior só vem quando entramos em contato com nossa própria escuridão” Ou seja, tem muito a ver com o que disse o Mestre da Galiléia há mais de dois mil anos no Evangelho de  João: ” Porque todo aquele que pratica o mal aborrece a Luz e não vem para a Luz para que suas obras não sejam reprovadas3:20. Vir à Luz significa entrar em contato com a Sombra, dialogar com ela e deixá-la revelar a nós o que nem sabemos de nós mesmos. Resistir a Sombra é viver na mentira o tempo todo, é querer ser aceito o tempo todo, é querer alimentar-se de ilusões a todo instante.
Somos seres que dialeticamente carregam em si a luz e a escuridão, o bem e o mal. Só quando nos damos conta disso é que de fato nos libertamos para uma vida autêntica. É aí que deixamos de lado as antipatias baratas, as inimizades fúteis, as acusações do pecado alheio, o querer ser o que a sociedade, a religião e as pessoas querem que sejamos. Havendo esta percepção, haverá individuação, havendo individuação haverá paz interior, havendo paz interior o caminho do Reino dos céus estarão abertos, pois este reino segundo o Mestre, está dentro de cada um de nós.
Texto de: Kevin Drumond

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